Friday, 24 February 2017

Flux.io



Comecei a brincar com o Flux.io há duas semanas. Pareceu-me que era interessante, depois de ver que é uma spin-off da Google fiquei mais em sentido (sou muito impressionável). Percebe-se logo o que faz: liga aplicações (Excel, dynamo, excel, grasshopper, etc.) a uma cloud, permitindo partilha de informação. Já uso plugins e o dynamo para passar parametros do Excel, mas os ficheiros têm de estar no mesmo pc (ou ser sincronizados no google drive. Isto permite não só trabalhar à distância como fazer os syncs em diferido. Depois vieram duas semanas de escrita de propostas e parou tudo.

A versão Evaluation permite dois projectos, 100 Gigas de armazenamento e guardam o histórico de dados que por lá passam durante 90 dias. Mais que suficiente: a questão dos projectos é uma questão de arrumação, visto que posso ligar quantos ficheiros quiser a cada projecto, os dados que estou a passar são quase todos texto, o histórico por enquanto dispenso.

Primeira aplicação

O meu primeiro teste complicou-se um pouco pois fui mais ambicioso. Quero mandar para o Revit as condições actuais do tempo (precipitação, vento, temperatura, etc.) e fazer com que o modelo reaja. Pode fechar abrir as luzes, fechar portas e janelas ou estender toldos.

O que acabei por fazer foi mudar a altura de uma pala de acordo com a temperatura actual em Lisboa. Não tem muita lógica na realidade, é só para ver se funciona. A figura abbaixo mostra a pala, que é materializada por uma pequena laje de betão. A laje está agarrada ao Level 2. O que vamos mudar no Dynamo é a altura deste Level.

Dividi a explicação em duas partes.




Parte 1 - Dados do clima > Google Sheets

Procurei a API de estado do tempo da própria Google mas já não existe. Mas existem muitas outras. Abri uma conta nesta plataforma: https://www.apixu.com/. Com um pouco de estudo aprendi como funciona o endereço que devolve um ficheiro XML que o google sheets abre com o comando importxml. Uma vez compreendida a estrutura do XML e o XPath, é mais simples que formatar texto no Word. A imagem abaixo mostra como funciona.


A seguir basta gerar duas chaves do Flux, uma para a célula com a temperatura e outra para a célula com o vento. Estas chaves vão ser abertas no Dynamo e aí vão induzir alguma acção no modelo.

Acabei de ter o meu momento Dah. Como o Dynamo tem Python, também lê XML directamente e não preciso do Flux para nada. Provavelmente já há nodes para ler XML pois o ICF é baseado no XML. Pois, cá está: http://whatrevitwants.blogspot.pt/2015/11/read-xml-files-and-use-in-revit-with.html
Enfim... Sempre posso comparar as duas formas de fazer isto. Vamos à segunda parte.


Parte 2 - Google Sheets > Dynamo

Para aceder aos dados do google Sheets basta instalar o plugin do Flux no Dynamo e autenticar. Temos assim acesso a nós do Dynamo para selecionar o projecto e, dentro do projecto, aos dados que pretendemos importar. Estes dados podem ser listas, geometria, ou outras estruturas. No nosso caso é apenas um valor numérico.  
Este valor, a velocidade do vento actual em Lisboa, é multiplicado por um factor de escala arbitrário (para que om movimento da pala seja notório) e alimenta a cota do Level 2 do modelo. Sempre que o valor do vento sobre, sobe também a pala. 


Notas

A API que usei não é a mais popular. Diz o Stackoverflow:  Yahoo! Weather and Wunderground are two of the three most popular weather APIs at the moment. OpenWeatherMap is the third. You'll probably find what you need in at least one of these 

Quanto mais corro menos escrevo

mas ontem fui à pizza run e foi muito bom. Quer dizer, o treino foi muito mau, e isso é muito bom. Estava à espera de uma volta antes da pizza. Pensei mais a pizza que no run, e o run foram 16km de sobe-e-desce, à la Shark Tank, com um cozinheiro imaginativo e lebres que não se deixaram apanhar. Mesmo assim ainda acabei nas escadinhas do Martim Moniz a dois degraus de cada vez, o mais difícil ainda foi uma rampa-escada-rampa-escada lá para meio do treino que me fez quase passar do passinho de corrida para o passo de caminhada, embora a velocidade devesse ser a mesma, tal a poupança no saltinho que separa uma coisa da outra. Nessa altura o que menos me apeteceu era pizza!



A pizza e a superbock pret do Primo Basílico não desiludiram (entretanto a vontade de comer pizza voltou, fica aqui o link para lá poder voltar em família), mas o melhor foi mesmo o convívio. Nunca vi a corrida como uma maneira de conhecer gente nem de estar com gente. No último ano tenho gostado de correr acompanhado porque assim corro mais vezes e melhor e em horários impensáveis se tivesse de os cumprir sozinho. Mas quando entrei neste treino ia mesmo com a vontade de correr e comer pizza em tão boa companhia.







Wednesday, 3 August 2016

Formatos 3D

3D Formats

OBJ - List of points followed by incidences (triangle vertex). Just like FEM files
# www.zbrush.com
#Vertex Count 54630
#Face Count 109256
v 0.68168121 1.8563795 0.35159689
f 9900 36020 20005

Monday, 18 July 2016

Muitos meses depois - Trail

Depois de 8 meses sem provas e com ritmo de treino intermitente mas sempre em Monsanto com os Esquilos, fiz duas provas de seguida.



A primeira foi o Trail da Louza, 17km, com o André. Foi o primeiro trail, não fazia a mínima ideia ao que ia, pensava que ia ser como os treinos das 6 da manhã, em que se corre sempre ou quase sempre. Pois aqui primeiro não ia sozinho, depois estava muita gente no trilho e as subidas não têm nada a ver com as de Monsanto. Fui bastante mais devagar do que iria sozinho mas quase nunca me custou, excepto no fim quando estava a ficar atrasado para a viagem.



Subidas e descidas de assustar, inclinações de 30% (medidas a olho), pedra solta, ribeiras e abastecimentos saborosos com nutela e batata frita.





Passadas duas ou três semanas, foi a vez de voltar ao berço. Sou de Lisboa e do mar e do Guincho, mas metade vem da serra e é aí que tenho o meu nome nas pedras do cemitério. De novo o André desafiou-me e eu fui. Só chegar lá já foi complicado, mas a M. deixou-me no Porto e o Pedro Nuno levou-me. Pusemos a conversa em dia até Tendais e fomos directos para o Solar do Montemuro. Na entrada encontrei o Kiko Martins a beber uma imperial e a ver a vista ou a pensar na vida ou a sossegar, pois ia fazer os 70km. Dois dedos e conversa e fui ter com o Tio Carlos e o André. Soube mesmo bem estar ali a jantar com eles, ainda por cima a comer bem. Sinto-me querido ali e a reatar os tempos de criança em que passámos Natais e férias de verão no calor.



Fomos para casa, atirei para o chão a tralha que achei que ia precisar no domingo, o André deu-me umas dicas, pus o despertador e fui dormir por cima do saco-cama.



Acordei antes das sete, vesti-me e já estava quente. Lá fora o dia já estava adiantado, o que metia medo. O plano era começar a andar para habituar o joelho e não me matar nos 11km a subir do principio, sabendo que não tenho stamina para 38km nem perto disso. E devagar eu fui, mesmo devagar. Andando e correndo uns poucos cheguei fino, quase às 10h da manhã, ao S. Pedro. Levava grande parte do desnível feito e o joelho e perna estavam a portar-se bem. Tudo calmo, tudo sereno.



E encontrei o Kiko, ou melhor, a Maria, a mulher dele à espera dele no abastecimento. E arranquei com ele e o companheiro dele. E comecei-me a divertir. Sempre a correr, descer subir descer trepar sempre a abrir. Eu com medo dos tombos e do ritmo, de ir depressa demais para mim ou para eles, mas principalmente a tentar imaginar onde ia acabar o gás. Mas depressa de mais acabou a piada, ao fim de poucos km as provas voltaram a bifurcar. Disse adeus e segui por um caminho de juntas e eles por um lameiro. O meu ritmo baixou e desanimei. Pensei que se dane e voltei para trás o mais depressa que pude, a pensar que talvez nem os apanhasse porque eles iam perto do meu limite, mas encontrei-os depressa e expliquei-me "Vou junto até onde der". Não disseram grande coisa, não sei o que pensaram, se é que pensaram e continuámos. Numa subida grande por um ribeiro seco em direcção às Portas andámos bastante, o Kiko ia mal da barriga e o Zé? falava de um medicamento para as articulações. Ainda esperei uns pedaços por eles numas subidas. Depois o Kiko melhorou e voltámos a correr bem.

Chegámos às eólicas no lado da serra que dá para Castro Daire, mais a Sul e andar por essa encosta sul com a Seera da Estrela ao longe foi a parte épica da prova. Estava-me a a aguentar bem ao ritmo, a subir e a descer, mas sempre a queimar. Encontrámos uns quantos dos 70 e fomos juntos do abastecimento para baixo mas separá-mo-nos depressa, acho que nós íamos mais depressa. E continuei, passámos postos já nas aldeias até que chegámos a Quinhão onde encontrei o André!



E mesmo sem saber eu já estava perto do fim. Levava uns 30km em cima, 11 a subir devagar e 20 completamente over my head. Umas subidas à frente senti-me a fraquejar mas aguentei. Junto do Bestança apareceu uma subida curta mas muito forte a ligar do caminho à levada e senti um castigo enorme por todo o corpo. Depois veio uma subida em que andámos todos mas eu só queria andar devagar, devagar, cada passo era uma ordem. A expectativa era nula, não ia conseguir acompanhar. Disse adeus e agradeci, deram-me uma experiência enorme. Continuei a andar à procura de uma sombra e soube mesmo bem. Passado poucos minutos encostaram mais dois dos 70km, descansaram e fomos até ao posto de Soutelo. Ainda comi e arranquei mas foram 5km fáceis, cheio de planos, descidas e sombra, que fiz a lamber as últimas gotas do depósito, andar, correr, andar, suspirar.



Cheguei ao antepenultimo posto e parei o Garmin. Tinha os 38km no bucho, tinha rebentado, tinha andado por onde não devia e como não devia e soube muito bem! Ir até Cinfães em arrasto não me dizia nada, desta vez. Esperei uma hora por boleia e fui com os bombeiros que me deixaram directo à porta de casa.



Friday, 17 June 2016

Importing from Sketchup to Unity

Architectural models from Sketchup have been working straight away when they get to Unity. There is no need to convert them to an intermediate format, the .skp files are good enough. I have this linkedin post (also got a pdf) on importing via .fbx that I didn't try yet cause it wasn't necessary.
Questions to investigate:

  1. tried importing in skp format from current Sketchup (June2016) version and it doesn't work, but when trying from older version it works.
  2. we need the Pro version to export to .fbx
  3. is it better to use fbx or skp?

Tuesday, 5 April 2016

Pipeline modelo com Oculus - desactualizado com a versão 5.

Tenho um Doc word chamado "Pipeline_Unity_OculusRift.docx". Abaixo está uma versão sem imagens.

Geração de modelos básicos para Oculus Rift em Unity
Descrição – permitir navegação com Oculus Rift em geometrias importadas de programas de modelação 3D (Sketchup, Blender, Rhino, 3DsMax, etc.).

Configuração do Unity para Realidade Virtual

Settings Globais
Ir ao menu Edit\Project Settings\Player e activar Virtual Reality Supported no Inspector (lado direito).

Importar Assets do Oculus Rift para Unity

Descarregar package “OculusUtilities” do site do Oculus Rift: Developer/Downloads/Engine Integration. Verificar compatibilidade com a versão do Unity que estamos a usar. Se necessário actualizar o Unity.
Unzip do ficheiro e arrastar o package para os Assets ou ir a Assets/Import Package/Custom Package. Aceitar a importação de todas as partes do pacote.
Nos Assets, abrir a pasta OVR/Prefabs e arrastar o OVRPlayer para a Scene. Depois pode-se afinar a posição do player em relação ao modelo.

Modelo 3D: importar e modificar

1 – Importar modelo 3D. Modelo tem de estar em formato aceite pelo Unity. Para importar basta arrastar ficheiro para os Assets. É boa ideia organizar os Assets em pastas. Verificar se geometria está correcta, materiais em texturas sobreviveram à importação, etc.
2 – Arrastar modelo para a cena, clicar e pôr o seu centro nas coordenadas 0,0,0. Se os modelos estão em coordenadas muito longe do centro (milhares de metros) podemos ter problemas.
3 – Expandir modelo na Hierarquia (lado esq.), seleccionar todas as peças do modelo e seleccionar Add Component no Inspector (lado direito): Physics->Mesh Colider. Isto faz com que todos os polígonos passem a ser impenetráveis para o avatar (é um pouco dispendioso mas é o mais simples).


Carregar Play e navegar, com ou sem Oculus.

Tuesday, 15 March 2016

Learning Resources on Computational GRaphics

3Ds MAx on Lynda.com

After taking the first course, which I did not finish since I ain't interested in animationa and advanced lighting, etc. I signed up for a trial account at digital tutors, which is also prety good. The videos I watched from this short course, CG101 are prety good and explains very well the concepts.

So now I need to learn 3DS or other 3D modeling sftware to be able to manipulate the Salamonde model from Autocad 3D. So I'm taking this course 3ds Max 2013 Essential Training and hope that 2013 is not so far away from 2016.


Some more sites on CG

http://www.scratchapixel.com/lessons/3d-basic-rendering/global-illumination-path-tracing

http://home.lagoa.com/2014/04/ray-tracing-vs-path-tracing-in-plain-english/